Meta –> Para além de.
Espaço –> Vazio confinado a limitações físicas ou psicológicas.
A experiência de um espaço é feita tanto pelo corpo físico como pelo factor mental. Um espaço pode ressuscitar memórias, inspirar, incomodar etc. Segundo cada pessoa e o momento em particular em que vive. Existem infinitas variantes na vivência de um espaço. Mas o que o torna assim tão variado é extamente o peso psicológico e perspético que temos sempre do mundo.
Posso dizer que o meu mundo é dominado por esse pensamento de experienciar de maneira diferente os espaços consoante os diferentes momentos, numa estrita relação espaço-tempo.
A minha reflexão sobre este tema tem em larga escala uma influência nietzschiana.
Não existem apenas diferentes perspectivas acerca do mesmo objecto, mas a própria realidade são todas essas perspectivas e quantas mais houver e mais intensas forem mais rica é a nossa experiência do objecto.
Segundo esta tese resolvi o conceito num espelho, a partir do qual o indivíduo se olha e olha o mundo sempre com alterações. Neste caso, dependendo da sua posição em relação a ele – mais ou menos próximo, mais à esquerda ou direita etc – a própria estatura do indivíduo – mais alto ou mais baixo. O espelho já por si tem mossas na chapa que alteram o aspecto das coisas, como se resumisse os factores de variação da nossa experiência do real.
- Espelho meta-espacial
- Parte de trás do espelho meta-espacial.


